Hoje vi um jogo muito fácil de ser analisado. O Vitória perdeu porque jogou sem vontade. Simples assim. Poderia me estender e detalhar a análise, mas quer saber? Fiquei sem vontade. Barueri 1 X 0 Vitória
Um blog sobre as coisas do Futebol.
Outro dia o diretor de futebol do Vitória, Beto Silveira, afirmou que no rubro-negro “dinheiro não é problema”, que tinha disponível R$ 180.000,00 para pagar de salário a um atacante e ainda a possibilidade de contratar mais três jogadores de bom nível técnico e, consequentemente, de custo elevado.
Depois de cair no ano passado, imediatamente os olhos da torcida rubro-negra se voltaram para a segunda divisão. E um olhar rápido sobre os adversários permitiu colocar o Vitória com franco favorito ao acesso. Depois de dois jogos e um péssimo futebol, dá pra continuar acreditando nesse favoritismo? Eu acredito que sim e vou expressar minha opinião dividindo as coisas em tópicos.
O Vitória foi a melhor equipe durante todo o Campeonato Bahiano, o Bahia de Feira a segunda melhor, porém diante do que aconteceu nos dois jogos finais o time de Feira mereceu o titulo. O tremendão procurou os gols e quando conseguiu a vantagem teve maturidade e tranqüilidade pra tocar a bola, administrar o resultado e usar de forma perigosa os contra-ataques. A arbitragem não se intimidou e permitiu que o resultado fosse decidido pelos jogadores. Ponto para a federação por ter trazidos árbitros de fora da Bahia nessa fase final. Não sei se um trio local teria atitude para dar aquele impedimento no lance que gerou um pênalti em Neto Baiano.
É verdade que a rivalidade é um dos principais ingredientes do futebol. É ela uma das principais fontes de emoção e diversão. Por isso, não há como negar que é muito divertido para um torcedor do Vitória ver o Bahia completar 10 anos sem títulos. É bom também avançar pra final e ter a possibilidade de conquistar o Pentacampeonato Baiano. A verdade verdadeira, porém, é que, para mim, futebolisticamente falando, esse ano a única coisa que importa é a segunda divisão. Campeonato Baiano, aniversario de sardinha, nada disso valerá a pena se não voltarmos a primeira divisão, (momento frase feita) lugar de onde nunca deveríamos ter saído.
Ontem, no programa "Bem, Amigos!" do Sportv Joel Santana deu a seguinte declaração ao ser perguntado se estava negociando com o Bahia:
Eu sempre fui contra a conversa de acabar com os campeonatos estaduais no Brasil. Alguns argumentam que é uma aberração, resquício de um passado distante que só existe por aqui, que é deficitário e mil outras coisas. Pra mim os estaduais são simplesmente o reflexo de um país diferenciado. Nenhum dos grandes campeonatos do mundo acontece em um país com dimensões tão grandes como as nossas. Além da dimensão continental o Brasil é extremamente desigual, com regiões muito mais desenvolvidas que outras. Dentro desse contexto os estaduais servem para manter vivas as paixões e rivalidades locais. Essa sempre foi minha opinião.
É difícil, um dia depois de ver seu time ser rebaixado, parar para escrever sobre futebol, mas vamos lá. Pra começar tenho que falar que fiquei ainda mais triste em ver o Vitória cair logo em 2010. Acho que esse ano, de maneira geral, foi um ano positivo. Campeões Baianos, do Nordeste e finalista da Copa do Brasil. Além disso, fora de campo, 2010 ficou marcado pela consolidação da força da torcida. Observem esses dados, em 2005 o total de público no Barradão foi de 118.000, nos anos anteriores a média era de 200.000. Desde 2005 esse número vem crescendo e em 2010 o total chegou a 600.000, não é um aumento qualquer. E essa torcida vem crescendo em quantidade e qualidade, se tornando muito mais ativa e incentivadora nos estádios.
Faltando duas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro o Vitória está com a corda no pescoço. Porém, olhando com atenção os jogos que restam, eu fico com a impressão de que o rubro-negro está com a faca e o queijo na mão pra fugir dessa fria. Tirando o Flamengo e o Atlético-MG do meio dessa confusão, e colocando o Guarani já como um virtual rebaixado, sobram três times fugindo da ultima vaga da degola; Vitória, Atlético-GO e Avaí, todos com 40 pontos. O Vitória só depende dele, já que na última rodada tem um confronto direto como time de Goiânia, no Barradão. Antes temos o jogo contra os reservas do Internacional, que já mostraram que não cachorro morto, mas, também não são nada de outro mundo e não estão com tanta motivação. O Avaí pega o Santos de Neymar e finaliza sua participação contra o Atlético-PR que luta pela quarta vaga na Libertadores, em Curitiba. O Atlético-Go antes do jogo no Barradão pega o São Paulo. Resumo da coisa, o Vitória só depende dele, não tem nenhum bicho papão pela frente, se cair é por que merece mesmo.
Vou passar duas semanas torcendo pra que ele não mereça. Minha vontade é que ele jogasse um jogo amanhã e outro na quarta, pra acabar logo essa agonia.
Há alguns anos atrás, após observar vários absurdos no futebol, principalmente, após ver campeonatos inteiros serem decididos pela arbitragem, eu fui perdendo o tesão e a empolgação pela coisa. Quase cheguei parar de acompanhar totalmente. Ao poucos fui voltando a ver um jogo ou outro, até voltar à normalidade de acompanhar os campeonatos com atenção. O fato é que, ontem, depois de ver a arbitragem encaminhar mais um título para o Corinthians, senti a mesma sensação de vergonha. Me senti, mais uma vez, fazendo papel de babaca, acompanhando uma coisa que é seguidamente decidida da forma mais lamentável possível. Nas ultimas três rodadas, vou torcer para o Fluminense ser campeão, o Vitória não cair e não sei qual será minha empolgação no ano que vem.
Será que tem alguma coisa fora do contexto nesse clip? Chaud a La Gueule - Le 4P . O que exatamente esses caras estão fazendo com essas camisas? A do MST parece que já é meio "cult", mas a do Santa Cruz foi meio surpreendente. eheheh
Estudando estatística a gente aprende que para calcular a probabilidade de dois eventos independentes acontecerem simultaneamente é só multiplicar as possibilidades de cada um dos dois acontecer separadamente. Sendo assim, a probabilidade de a Bahia virar o inferno é a seguinte. Probabilidade de o Bahia subir para primeira divisão = 80%. Probabilidade de o Vitória ser rebaixado = 40%. Fazendo a conta 0,8 X 0,4 = 0,32. Ou seja, estamos diante de uma probabilidade de 32% dessa terna virar o inferno. Não quero estar aqui se isso acontecer.
Os últimos números do Vitória são assustadores. Cinco derrotas consecutivas e quatro partidas sem marcar um único gol. É torcer que alguma coisa mude e o time saia dessa auto-estrada rumo a segundona. O surpreendente, ou não, é que esse é o melhor elenco que o Vitória montou desde sua volta a primeira divisão. Vai entender...
Essa união Luxamengo é um acontecimento de alto padrão midiático dentro dos parâmetros esportivos. Talvez por isso eu só consiga enxergar um futuro cinematográfico para esse casamento. Dois roteiros antagônicos vêm a minha mente. No primeiro teremos final feliz. Luxa acerta o time que, em uma recuperação similar as de Rock Balboa, consegue no mínimo um classificação para a Libertadores. Um segundo roteiro se aproxima mais dos filmes de catástrofe, ou quem sabe de um drama. Luxemburgo brigaria com imprensa, com a torcida, o time em crise não se entenderia e seria rebaixado pela primeira vez na história do clube. Eu acho que qualquer história que fuja dessas duas possibilidades será uma grande decepção para os amantes do espetacular futebol cinematográfico, diante de ingredientes tão ricos para serem explorado como Luxemburgo (o pretenso maior técnico do Brasil) e Flamengo (o time de maior torcida do país) se encontrando em meio as suas respectivas crises.
Com atraso, a minha seleção da Copa: